CENTRO
A Clínica
AcupunturaTV COM
Nutrição
Acupuntura
Acupuntura Estética
Pilates
Estética
Lesões no Esporte
Lesões no futebol
Lesão de Menisco
Entorse de tornozelo
Tendinite de Aquiles
Prevenção no esporte
Pubalgia
Lesão de ligamento
Fisioterapia no esporte
Fisio no pós operatório
Atendimento em casa
Tratamentos
RPG  Postural
Terapia Industrial
Dicas
Hidroterapia
Atualidades
Terapia Manual
CURSOS FISIOTERAPIA
Turismo em Bento
CURSO MAITLAND
CURSO MULLIGAN
NEURODINAMIC NDS
Alongar
Bento Vôlei
FOTOS Pacientes
Cadastro Jornal Virtual


A consideração mais importante a ser feita na reabilitação no período pós-operatório refere à qualidade do enxerto realizado no processo cirúrgico, ou seja, a força inicial do enxerto e como este se recupera e amadurece. Estudos demonstram, que a força tensil do tendão patelar e de aproximadamente 107% da força do LCA, e que isso é bastante considerável se pensarmos a resistência do enxerto. O estresse sobre o enxerto deve ser minimizado durante o período de necrose do mesmo (6 semanas), de revascularização (8 a 16 semanas) e de remodelação (16 semanas). Presume-se que a qualidade do enxerto e a técnica de reconstrução cirúrgica tenham sido eficazes, e portanto a reabilitação pode ser agressiva logo no início do processo, este programa agressivo minimiza as complicações e maximiza a restauração da função.

O objetivo principal inicialmente é o controle do edema, através da crioterapia (gelo), pode-se utilizar também a compressão através de bandagens elásticas e TENS para controle da dor. Ultra-som no modo pulsátil, como regenerador tissular realizando micromassagem celular.

O ateleta/desportista receberá uma órtese chamada de BRACE. Esta estará sempre travada:

 Em extensão total;
 Ou entre 0 e 90º de arco de movimento passivo;
 Entre 40º a 90º de arco de movimento ativo, durante as duas primeiras semanas;
 A órtese será utilizada por 4 a 6 semanas ou até que a flexão de joelho supere o limite;
 A órtese pode ser retirada para os exercícios de reabilitação e para higiene pessoal;
 Alguns autores destacam, a importância de se usar uma órtese funcional, para proteção ao longo do processo de reabilitação. Muito embora, esta não é consenso entre os médicos. Acredito que esta decisão vá depender de cada caso e sua evolução, tipo de enxerto utilizado, etc.
Em se tratando de sustentação de peso, o atleta/desportista deverá usar muletas para descarga de peso em 50% do peso corporal, progredindo para sustentação total de peso, conforme a tolerância. Entre 2 a 6 semanas, as muletas podem ser deixadas de lado se: o edema o for reduzido e quando houver força suficiente do quadríceps para sustentar a marcha.

A partir daí vamos enfatizar o tratamento, observando os seguintes aspectos.

 A extensão ativa do joelho deve ser limitada entre 60º e 90º, para minimizar a translação tibial.
 Flexão de joelho em 90º até o final da 2ª semana, com a flexão total de joelho(135º) sendo estabelecida entre 5 e 6 semanas.
 Assim que o joelho atingir 100º a 110º de flexão de joelho, poderemos iniciar a bicicleta ergométrica.
 A partir da 2ª semana, realizar técnicas de mobilização patelar, para evitar restrição ao movimento de flexo-extensão do joelho.
 Exercícios de flexão do quadril com o joelho estendido.
 Exercícios resistidos de carga e intensidade progressiva para músculos posteriores da coxa(IQT), dos adutores, abdutores e panturrilha.
 Assim que a flexão do joelho atingir os 90º (1 a 2 semanas), iniciar mini-agachamento em cadeia cinética fechada de 40º a 90º de flexão de joelho.
 Leg press e deslizamentos na parede na posição de pé;
 Evitar exercícios em cadeia cinética aberta (extensora) nas primeiras semanas de reabilitação, considera-se que entre a 8 e 14 semana, o enxerto está em seu ponto mais vulnerável, período de revascularização;
 Exercícios isocinéticos podem ser incorporados ao programa em aproximadamente, 4 meses;
 Técnicas de FNP, são importantes, desde que incluam apenas a contração ativa, por meio do padrão de movimento funcional. Os padrões resistridos de FNP devem ser utilizados após aproximadamente 5 meses.
PROPRIOCEPÇÃO E TREINAMENTO FUNCIONAL

 Exercícios no giroplano, com o paciente sentado, devem ser incluídos no início do processo de recuperação, juntamente com a descarga de peso e quando iniciarem os exercícios em cadeia cinética fechada;
 Em 6 semanas podemos utilizar o giroplano na posição de pé, juntamente com os deslocamentos laterais;
 Pode-se utilizar balancinho após este período também;
 O treinamento funcional deve incorporar, sempre progressivamente, as situações dinâmicas que ocorrem na corrida: estresses, forças de tensão, saltos, mudanças de direção e etc.
 Exercícios de saltos unilaterais e bilaterais;
 Corridas de ida e volta;
 Saltos verticais;
 Pular corda;
 Atividades de co-contração;
 Estas atividades devem ser iniciadas aproximadamente em 4 meses, considerando um programa tradicional. Em se tratando de protocolo acelerado (deve ser usado com cautela, respeitando as fases da lesão e a individualidade biológica) este tempo é de 5 a 6 semanas.
QUANDO O ATLETA/DESPORTISTA DEVE RETORNAR ÀS ATIVIDADES
Deve-se observar:

 Não poderá haver nenhuma efusão articular;
 Arco de movimento total
 Força de quadríceps e de Isquiotibiais sendo de 85% a 100% da perna não envolvida;
 Teste positivo para estabilidade do ligamento;
 Progressão satisfatória da caminhada para a corrida;
 Bom desempenho nos testes funcionais(saltos, corridas, agilidade, etc)
Considerando o tempo total de recuperação até o retorno, vemos que num protocolo tradicional, dependendo da qualidade do enxerto, processo cirúrgico, tipo da lesão, condição do atleta/desportista etc, este pode variar de 6 a 12 meses. Enquanto em um protocolo acelerado, este tempo, considerando as intervenientes mencionadas anteriormente é de 4 a 6 meses. De modo geral observando atletas lesionados, percebo que este tempo aproximadamente fica em torno de 6 meses a 9 meses, para o retorno integral.

BIBLIOGRAFIA

 GABRIEL, M.R.S. PETIT, J.D. e CARRIL, M.L.S Fisioterapia em Traumatologia Ortopedia e Reumatologia. Rio de Janeiro. Revinter, 2001.
 PRENTICE, W. E. Técnicas de Reabilitação em Medicina Desportiva. 3ª ed. São Paulo, Manole, 2002.