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A piscina no tratamento
















A criança parcialmente imersa tem o seu peso diminuído em até 90%. Com a hidroterapia é possível realizar movimentos até de marcha para quem tem paralisia cerebral
No meio líquido, em temperatura de 34 graus, a criança fica mais relaxada e tem menos espasmos. Isso facilita o alongamento dos músculos retraídos', explica o diretor-clínico da AACD, o ortopedista Antonio Carlos Fernandes. Explica-se: fora da água, a musculatura das crianças com deficiência física pode se tornar muito rígida, o que as impede de fazer determinados movimentos. No meio líquido, a criança fica com seu peso reduzido e tem mais impulso. Isso acontece por causa da força de empuxo da água, que impulsiona ocorpo de baixo para cima, contra a gravidade, e provoca a flutuação. A hidroterapia, entretanto, não exclui a fisioterapia clássica. 'Na reabilitação física a terapia na água complementa a fisioterapia', alerta.



Adaptação e brincadeiras
Sem esforço e exercícios repetitivos, as crianças com dificuldades motoras ganham mais movimento brincando na água.

Depois que nasce, com a força da gravidade, a criança demora a ter movimentos e começa a desenvolver reflexos. 'É na água que os movimentos começam. Por isso esse é o meio ideal para que a criança possa aprender ou reaprender alguns movimentos perdidos'

Indicação: derrames, paralisia cerebral e facial, síndromes neurológicas, lesões medulares, escleroses etc.